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10/10/2016

Anhanguera Saúde incentiva combate ao glaucoma, em Goiânia

O projeto "Anhanguera Saúde", realizado pela TV Anhanguera, pretende ajudar a combater o glaucoma, em Goiânia. No sábado (15), a campanha realizará exames para diagnosticar a doença, no Portal Shopping, próximo ao Terminal Padre Pelágio, na capital. O projeto vai atender a população gratuitamente, das 8h às 16h. 

Caracterizada pelo aumento da pressão intraocular, o glaucoma é uma doença silenciosa e, segundo especialista, 80% dos pacientes não sentem nada. Ela é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. Só que, se não for tratada a tempo, pode provocar cegueira. Quanto mais cedo a doença dor diagnosticada, melhores as chances do paciente não perder a visão. A dona de casa Tânia Maria dos Reis concorda que o glaucoma é uma doença silenciosa e explica que a descobriu em um exame de rotina para trocar os óculos, há 12 anos. Ela conta que é a oitava pessoa na família diagnosticada com doença. “Inclusive dois [familiares] já ficaram cegos. Fizemos uns seis tipos de exames, e aí ele [o médico] constatou que realmente era e tinha que acompanhar e pingar o colírio”, afirma. Tânia explica não sente nenhum sintoma e nem mesmo consegue identificar quando está com a pressão dos olhos alta. Ela ressalta que deve controlar a pressão dos olhos regularmente e, para isso, precisa aplicar colírio três vezes ao dia. “Não sinto nada. Não tem. Ele [o olho] não incha, não treme, não fica vermelho, ele não dá um sintoma. Eu não sei, a não ser indo no oftalmologista e medindo a pressão”, revela. Especialista Diretor da Cooperativa Estadual de Serviços em Oftalmologia em Goiás (Cooeso-GO), Diogo Mafia explica que cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com glaucoma não apresentam nenhum tipo de sintoma. “O paciente, se não tiver o cuidado de fazer a consulta periódica com o oftalmologista, ele pode ir desenvolvendo o problema e isso ir evoluindo. E é importante frisar: é a segunda maior causa de cegueira no mundo e, passa despercebido se não tiver a consulta regular”, ressalta. Segundo ele, o paciente deve ir a consultas com um médico oftalmologista, regularmente, ao menos uma vez ao ano. “A pessoa que não tem o glaucoma diagnosticado [deve ir] uma vez por ano. Com a evolução, caso a pessoa seja diagnosticada, individualmente, cada paciente vai ter uma rotina de necessidades de retorno”, afirma. Segundo o diretor, durante estas consultas podem ser feitas as primeiras avaliações da doença. “Em geral, na consulta com o médico oftalmologista, além de fazer o exame da refração, que é o exame dos óculos, ele vai aferir a pressão intraocular e avaliar o nervo ótico com o exame do fundo do olho.

 Com esses exames você faz uma primeira avaliação, que pode ai sim, detectado alterações, necessitar de novos exames pra comprovar o glaucoma”, afirma o diretor. Sobre o tempo necessário para medir a pressão do olho, o especialista explicou que varia segundo como é feito o controle pessoal de cada paciente. “Regularmente, com certeza, esse tempo vai variar de como está o controle dele. O grande objetivo do tratamento é controlar a pressão do olho. Então, à medida que ele esteja controlado, o médico que tiver acompanhando, dependendo da gravidade do caso dele, vai determinar de quanto em quanto tempo, mas jamais ficar um período maior que um ano, sem estar com acompanhamento”, ressalta. Segundo o diretor, como a doença é crônica, sempre existirá o risco de um paciente ficar cego. “Temos basicamente quatro tipos de drogas para o glaucoma. Se continuar não conseguindo um controle adequado, pode ser acrescentada uma quarta droga e, mesmo assim, se o controle não estiver bom, existe cirurgia pra esses casos que não estão conseguindo fazer o controle com a terapia medicamentosa”, alerta o diretor. 

O tratamento da glaucoma, conforme o especialista, deve ser preferencialmente por medicamentos. “Nos casos mais comuns da doença, o tratamento é feito com medicamentos, colírios, e a cirurgia para o glaucoma acaba sendo usado em casos de difícil controle com o colírio, justamente porque é uma intervenção cirúrgica e a gente acaba reservando para casos mais graves um pouco”, avisa. Ele esclarece que o glaucoma é hereditário e, por isso, pessoas que tiverem casos da doença em familiares devem ficar ainda mais atentos. “Quem tem caso na família tem que está sempre atento. É um dos principais fatores para o desenvolvimento do glaucoma a presença já na família, como outros, principalmente, pessoas da raça negra, diabéticos, pessoas com alta miopia, são pessoas que têm uma tendência maior”, afirma.

Jornal Floripa

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