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06/06/2016

Hábito de coçar os olhos acelera deformidade da córnea, causando aceleramento do astigmatismo e da miopia

Topografia Guiada aliada a Crosslinking estabiliza a perda de nitidez da visão

 

Problema que atinge uma em cada 20 mil pessoas no Brasil, o ceratocone é uma deformidade progressiva da córnea, responsável pela grande perda de nitidez da visão, levando à miopia e/ou ao astigmatismo. De origem genética, se manifesta principalmente durante a passagem da infância para a adolescência, sendo estimulada especialmente pelo hábito de coçar os olhos copiosamente, evoluindo de forma progressiva até entre os 30 e 45 anos de idade.

Em pacientes com ceratocone, a córnea sofre mudanças estruturais, devido a uma fragilidade nas suas fibras de colágeno, que deformam e a tornam mais fina provocando distorções em sua curvatura natural. Ela acaba assumindo um formato cônico, o que vai levar a pessoa a sofrer de miopia ou astigmatismo”, explica o médico Luiz Geraldo Simões de Assis, diretor clínico do Instituto de Oftalmologia de Curitiba (IOC), referência no diagnóstico e tratamento do ceratocone, no Brasil.

De acordo com o especialista, o problema pode ser identificado por meio de exames de rotina. “Quanto antes for diagnosticado, melhor. Pois com o tratamento certo é possível estabilizar o problema”, afirma Assis, que aponta o Crosslinking como a técnica mais eficaz no combate à deformidade da córnea. “O procedimento é realizado de forma rápida e precisa, com os primeiros resultados já percebidos logo nos primeiros dias, com a notável melhora da nitidez da visão”, completa.

Assis explica que a técnica consiste no enrijecimento das fibras do colágeno corneano, utilizando-se da combinação de Luz UV com gotas de Riboflavina (vitamina B2), que como efeito garante proteção às camadas interiores da membrana e evita, assim, a progressão do ceratocone. “Terminado esse procedimento, são aplicadas lentes de contato curativas no paciente, devendo ser retirada até a total cicatrização da córnea, que pode durar até quatro dias”, diz o diretor clínico do IOC.

Porém, um procedimento anterior garante ainda mais eficiência ao tratamento. Imagens detalhadas da superfície da córnea, captadas por um instrumento de alta definição, chamado de Topolyzer, permitem mais precisão na aplicação do método dispensado para a correção do problema. “São justamente as informações registradas por este aparelho que vão guiar o uso Crosslinking, como se fosse um GPS indicando o melhor caminho a ser seguido”, explica o oftalmologista.

 Ele conta que o mapa é desenhado pelo reflexo de 22 mil pontos na superfície da córnea. “Esse mapeamento em detalhes possibilita identificar com exatidão todas as imperfeições e irregularidades na superfície da membrana. Esse mapeamento é que torna o procedimento realizado no IOC diferenciado”, diz Assis.

No entanto, para casos mais avançados, ele diz que o transplante de córnea pode ser a melhor opção para o tratamento da doença. “Mas são raros os casos em que é preciso apelar para isso. Basta fazer os exames de rotina para que seja diagnostico ainda em estado inicial”, conclui o médico.

 

Sobre o IOC - Fundado em 1994, o Instituto de Oftalmologia de Curitiba (IOC) é um dos maiores e mais bem estruturados centros oftalmológicos da América Latina. Com sede na capital paranaense, a equipe do IOC é comandada pelo Dr. Luiz Geraldo Simões de Assis, que é formado pela Universidade Federal do Paraná e tem Pós-graduação em Oftalmologia pelo Bascom Palmer Eye Institute University of Miami.


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