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21/11/2014

Estresse favorece doenças oculares

Esgotamento que cresce com as agendas apertadas do final de ano pode provocar desde tremor nas pálpebras até crises de herpes, formação precoce da catarata e degeneração na retina

O Brasil é o segundo país com maior nível de estresse no mundo.
Segundo pesquisa da ISMA (International Management Stress Association)
30% dos trabalhadores brasileiros sofrem de esgotamento físico e mental
conhecida como síndrome de Bournot. O problema se agrava no final de
ano por conta do acúmulo de tarefas. O oftalmologista do Instituto
Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto,  afirma que  o tremor nas
pálpebras ou piscar involuntariamente sem parar, alterações
conhecidas como blefaroespasmo,  são o primeiro sinal de que uma pessoa
chegou ao seu limite. O movimento involuntário das pálpebras, explica,
acontece porque o estresse reduz os níveis de magnésio, potássio e
cálcio que mantêm o bom funcionamento de todos os nossos músculos,
inclusive dos orbiculares que respondem pelo movimento palpebral. Caso o
ritmo das atividades não seja diminuído surge a síndrome de Bournot.
A síndrome é  caracterizada por insônia, elevação da  pressão
arterial, alterações cardíacas e do humor que acarretam queda na
produtividade.

O especialista afirma que o blefaroespasmo também pode estar
relacionado a outras doenças oculares como a blefarite (inflamação da
pálpebra), ceratite (inflamação da córnea), olho seco e alergia,
além das alterações no sistema nervoso quando vem acompanhado de
desvio da boca ou dificuldade na fala.  O tratamento depende da causa.
"Em muitos casos é resolvido com descanso e suplementação alimentar.
Para pacientes que piscam sem parar pode ser necessária  a aplicação
de botox", explica.

AGRAVAMENTO DO HERPES

Queiroz Neto diz que o estresse também desencadeia crises de herpes
ocular. Geralmente o vírus  é contraído na infância. Os sintomas
são olho vermelho, lacrimejamento, dor, visão turva, fotofobia e
sensação de corpo estranho. É uma doença que exige acompanhamento
médico por toda a vida e qualquer deslize no uso de colírios por conta
própria pode causar perfuração. Foi o que aconteceu com uma paciente
de Queiroz Neto  que só não perdeu o globo ocular porque o médico
selou  a córnea com cola para depois fazer o transplante.

DIETA COMBATE RADICAIS LIVRES

Outro efeito do estresse sobre os olhos é o acúmulo de radicais livres
que acelera a oxidação das células do cristalino e leva à
degeneração de células da retina e à formação precoce da catarata,
doença que torna a lente do olho opaca. Queiroz Neto afirma que a
rotina estressante pode ter uma ação mais devastadora sobre a visão
da mulher. Isso porque, a metanálise de diversos estudos relacionados
à saúde feminina demonstram que o envelhecimento fisiológico da
mulher é mais rápido que o do homem. A boa notícia  é que incluir na
dieta alimentos ricos em  betacaroteno, luteína, zeaxantina, vitamina
E, vitamina C e zinco protege os olhos dos danos causados pelos radicais
livres. Isso não quer dizer que a suplementação recupere a visão ou
impeça o desenvolvimento da degeneração da retina, maior causa de
cegueira irreversível no mundo. Entretanto, um estudo do National Eye
Intitute, órgão do governo americano, aponta que a suplementação com
antioxidantes reduz em 25% a progressão da doença. Já contra a
catarata, o médico diz que  o melhor protetor é a luteína por filtrar
a luz azul, responsável pela oxidação do cristalino. O consumo de
fontes de ômega-3 é o mais indicado para combater  o olho seco.

Os principais alimentos elencados pelo médico para  preservar a saúde
ocular são:

Ovos, laticínios, cenoura, pimentão vermelho, manga e folhas de verde
intenso

Vitamina A/ Betacaroteno

Amêndoas, semente de girassol

Vitamina E

Frutas cítricas, mamão, tomate, brócolis

Vitamina C

Mariscos, ostras, feijão, lentilha, nozes

Zinco

Gema de ovo, folhas verdes, ervilha

Luteína

Milho, pimentão amarelo, laranja,  abóbora.

Zeaxantina

Bacalhau, salmão, atum, arenque, semente de linhaça

Ômega 3

Os suplementos só devem ser usados sob prescrição médica. Isso
porque, altas doses de zinco e ômega 3, por exemplo,  podem causar
hiperplasia prostática e o betacaroteno em grande quantidade aumenta o
risco de câncer no pulmão entre fumantes. 

LDC comunicação

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