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21/01/2014

Alerta aos pais: testes simples de visão realizados em escolas e clínicas pediátricas podem não detectar problemas sérios

Estudo divulgado nos Archives of Ophthalmology (Estados Unidos) revelam que os testes de visão geralmente realizados em escolas e clínicas pediátricas não são plenamente confiáveis quando se trata de diagnosticar problemas como hipermetropia e astigmatismo. Com base na leitura de um painel em que as letras vão ficando cada vez menores, muitas crianças são dispensadas de tratamento mesmo que continuem apresentando dificuldade nos estudos por não enxergar bem de perto – o que atrapalha a leitura de livros, o uso de computadores e a realização dos deveres de casa. Das quase 4,5 mil crianças avaliadas, enquanto o teste do painel detectou 90% dos casos de miopia, não foi suficiente para diagnosticar outros erros de refração.

 

Cerca de 25% das crianças em idade pré-escolar e escolar costumam apresentar miopia. Já a hipermetropia, ou dificuldade para enxergar bem de perto, costuma acometer entre 5% e 10% delas – exigindo testes mais detalhados, realizados por um médico oftalmologista. “Crianças com hipermetropia costumam enxergar bem tudo o que está distante, mas têm mais dificuldade de ler um livro, por exemplo, já que em muitos casos as letras parecem borradas ou sombreadas. Há crianças, inclusive, que nem se dão conta do problema. Entretanto, quando o grau é considerável, forçar a vista para enxergar bem de perto pode se transformar numa experiência nada prazerosa, provocando dor de cabeça e irritabilidade”, diz Renato Neves, médico oftalmologista à frente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

 

A participação dos pais e professores, na opinião do médico, é fundamental. “Aos pais, cabe a função de levar a criança ao oftalmologista nas fases mais importantes da infância: logo após o nascimento, por volta dos seis meses de vida, na fase pré-escolar (entre quatro e cinco anos) e na idade escolar (por volta dos 10-12 anos). Depois disso, as consultas passam a ser regulares, de dois em dois anos. Mas os professores também podem ajudar nesse processo, já que é possível perceber, durante as aulas, se o aluno força a vista para enxergar, se não consegue se concentrar na leitura de livros, se mostra-se desconfortável com frequência e, principalmente, se o seu comportamento não justifica as notas baixas”, diz Neves.

 

De modo geral, o médico afirma que um bom exame da visão também deve levar em consideração três eixos: aparência (olhos desalinhados, vermelhos, pálpebras inflamadas, reflexo branco nas fotos de família, criança que não olha para a mãe aos três meses de vida), comportamento (coceira excessiva, forçar os olhos para enxergar melhor, se aproximar muito dos objetos) e queixas (tontura, dor de cabeça, náusea com a leitura, visão embaçada).

 

“Em face da queixa que levou os pais a procurar ajuda especializada, prosseguimos com os testes de acuidade visual, motilidade ocular, visão binocular, refração e fundo de olho. Além de miopia, hipermetropia e astigmatismo, a ambliopia – síndrome do olho preguiçoso – é muito comum em crianças.  Com baixa visão em um dos olhos, o cérebro acaba ‘optando’ pelo uso do olho bom em detrimento do outro. Sendo assim, o tratamento consiste em forçar o cérebro a usar o olho deixado de lado – o que conseguimos com a oclusão do olho bom. Apesar de o início do tratamento ser sofrido para a criança, as chances de sucesso são grandes”, avalia Renato Neves. O médico também chama atenção para a volta às aulas, que é um bom momento para levar a criança ao oftalmologista. 

 

Fonte: Dr. Renato Augusto Neves, cirurgião-oftalmologista com mais de 60 mil cirurgias realizadas, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP) e autor do livro Seus Olhos. (www.eyecare.com.br)


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