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11/05/2011

Doenças da retina: conheça as principais!

A retina é responsável por formar a imagem. Ela é composta por uma camada fina que forra a parte interna do olho. Vinicius Saraiva, doutor em oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo, explica quais são as doenças mais comuns que afetam essa parte fundamental da visão humana.

Quais são as doenças mais comuns que afetam a retina?

Retinopatia diabética

É o conjunto de alterações que surgem na retina em virtude do diabetes. As lesões características são os microaneurismas, as hemorragias intrarretinianas, o edema (inchaço) retiniano, os exsudatos duros (matéria que sobra de um processo inflamatório) e a formação de novos vasos sanguíneos. Essas lesões podem causar edema na área central da retina, sangramento intraocular e descolamento de retina, levando à perda visual. O diagnóstico é feito durante o exame oftalmológico com o mapeamento de retina. Exames complementares, como a angiofluoresceinografia da retina e a tomografia de coerência óptica (OCT, na sigla em inglês), ajudam a confirmar o diagnóstico, programar e monitorar os resultados dos tratamentos.
Tratamento

As modalidades de tratamento disponíveis atualmente são as aplicações de laser, injeções intraoculares de medicamentos, como anti-inflamatórios (triancinolona, dexametasona) e agentes anti-VEGF (fator de crescimento vascular endotelial, na sigla em inglês), como bevacizumabe e ranibizumabe, e cirurgia, denominada vitrectomia.
Degeneração macular

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é caracterizada pela presença de alterações típicas da retina, como drusas (nódulos), alterações de pigmentação, áreas de atrofia e formação de membranas vascularizadas sob a retina. A DMRI costuma afetar pacientes acima dos 50 anos de idade, causando perda visual progressiva com a formação de escotoma (mancha) na área central da visão. A doença pode ser classificada de duas formas principais: atrófica e exsudativa. A forma atrófica é marcada pela atrofia da retina e a forma exsudativa, pelo crescimento de vasos sanguíneos sob a retina, com consequente edema e hemorragia. O diagnóstico é feito durante o exame oftalmológico com o mapeamento de retina. Exames complementares, como a angiofluoresceinografia da retina e a tomografia de coerência óptica (OCT), ajudam a confirmar o diagnóstico.
Tratamento

O tratamento da forma atrófica é feito com vitaminas e antioxidantes via oral. Esse tratamento é capaz de reduzir a progressão da doença. Já na forma exsudativa, a melhor modalidade de tratamento disponível atualmente é a injeção intraocular de agentes anti-VEGF (bevacizumabe e ranibizumabe). Essas medicações oferecem chance de 80% a 90% de estabilização da visão e uma chance de 25% a 30% de melhora da visão.


Quais são os grandes avanços nas técnicas cirúrgicas?

A cirurgia de vitrectomia, nos moldes em que é realizada hoje, surgiu na década de 70. Nas últimas décadas, o desenvolvimento tecnológico da vitrectomia foi exponencial. Os avanços relacionados aos equipamentos, materiais acessórios e técnicas utilizadas na cirurgia são incessantes. Vale ressaltar conquistas importantes como:

    * Sondas de vitrectomia: quanto maior a velocidade de corte da sonda, mais segura é a operação. Inicialmente, as sondas eram capazes de oferecer no máximo 800 cortes por minuto. Atualmente, as sondas mais modernas atingem 5.000 cortes por minuto;
    * Redução do tamanho dos instrumentos: os instrumentos têm entre 0,5 e 0,6 milímetro de diâmetro e são inseridos no olho através de pequenas incisões que, geralmente, não necessitam de sutura;
    * Desenvolvimento e aplicação de materiais acessórios: pinças e tesouras descartáveis, corantes especiais que identificam detalhes anatômicos da retina durante a cirurgia, líquidos pesados para aplanar a retina, fontes de iluminação especiais (evoluindo do halogênio para o xenônio e até mesmo LED), laser com fibra óptica especial para uso durante a cirurgia, gases expansores e uso de óleo de silicone para tamponar a retina;
    * Técnicas operatórias: a remoção da membrana limitante interna da retina foi disseminada, melhorando os resultados anatômicos e visuais das cirurgias para doenças da mácula, a área central da retina.

 
Como evitar problemas na retina?

Manter uma boa saúde geral e fazer exames oftalmológicos preventivos são as melhores maneiras de evitar problemas na retina. Fazer exercícios físicos com regularidade e manter uma dieta equilibrada, com aporte adequado de vitaminas, antioxidantes, ômega-3 e luteína, é benéfico para a retina.

Fatores de risco como diabetes, hipertensão arterial, tabagismo e predisposição genética têm papel importante no aparecimento de várias doenças retinianas. Como muitos desses problemas não causam sintomas oculares nas fases iniciais, o exame oftalmológico preventivo é muito importante e deve ser feito anualmente ou, dependendo do caso, com maior frequência.


Outras doenças também podem afetar a retina?

Inúmeras doenças de outras partes do corpo e seus respectivos tratamentos podem causar alterações na retina.

Entre as mais comuns, a hipertensão arterial e o diabetes são as que afetam a retina com mais frequência. A retinopatia hipertensiva e a retinopatia diabética são as manifestações dessas doenças na retina.

Vários tipos de câncer e seus tratamentos, especialmente a radioterapia, têm consequências adversas para a retina. Podemos citar as metástases (disseminação do câncer) afetando as camadas internas do olho, a retinopatia por leucemia e a retinopatia por radiação. Além disso, drogas como o tamoxifeno, usado no combate ao câncer de mama, podem se acumular na retina e causar toxicidade.

Muitas doenças reumatológicas, como o lúpus eritematoso sistêmico, podem causar vasculite (inflamação nos vasos sanguíneos) da retina, e drogas usadas no controle da doença, como a cloroquina e a hidroxicloroquina, podem causar toxicidade retiniana.

Esses são apenas alguns exemplos, pois a lista é muito extensa.

Idmed

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